O que é ozonioterapia?

A ozonioterapia, é muito usada tanto em procedimentos estéticos quanto no tratamento de diversos problemas de saúde. Vamos explorar sobre como ela funciona e quais as suas indicações e contra-indicações.

Ozônio é um gás cuja sua forma possui 3 moléculas de oxigênio (O3). Tem por sua característica ser incolor e com odor de “ ar após uma chuva de verão” uma vez que a palavra ozônio vem do grego e significa “oler” (forte odor). Ozônio é muito volátil e 10 vezes mais solúvel que o oxigênio.

A ozonioterapia é o conjunto de técnicas que utilizam o gás ozônio como agente terapêutico em um grande número de patologias. É uma terapia totalmente natural, com algumas contraindicações, porém, altamente segura, sempre que realizada por profissionais capacitados. Para o Dr Lambaerto Le, ozonioterapia é administração em diferentes vias, de baixas doses de ozônio, em sua forma de gás, com objetivo de modular a maioria das funções protetoras das células, principalmente a nível mitocondrial.

O ozônio medicinal é conseguido sempre através de uma mistura de ozônio (5%) e oxigênio puro (95%), produzido por um gerador que utiliza oxigênio medicinal do cilindro, e realiza uma descarga elétrica nas moléculas de oxigênio, através de um processo endotérmico, possibilitando a união de três átomos de oxigênio, formando o ozônio. É importante frisar que ozônio não é um remédio, mas sim um agente condicionador que ativa um sistema de sinalização que ajuda nosso corpo a curar por conta própria.

A ozônioterapia possui regulamentação em várias áreas tais como: odontologia, veterinária, enfermagem, biomedicina bem como a fisioterapia

Como funciona a ozonioterapia?

Em humanos, a ozonioterapia pode ser realizada por via intravenosa, intramuscular, subcutânea, intra-articular, bag com ozônio (aplicação tópica) e por insuflação vaginal e retal. Pode ainda ser aplicada na forma de auto-hemotransfusão (extração e ozonização extracorpórea do sangue, que posteriormente é administrado ao paciente) e como tratamento tópico (com gás ou óleo ozonificado) (Veranes et al., 1999)

Assim que o Ozônio entra em contato com os fluidos corporais, ele reage imediatamente principalmente com os ácidos graxos insaturados das membranas celulares, a partir dai origina uma reação química na qual se produz uma série de peróxidos hidrófilos (substancia oxidante) que por sua vez, estimulam a formação de substâncias desoxigenantes, que, ao atuarem sobre a oxiemoglobina, liberam oxigênio e, consequentemente, aumentam sua disponibilidade para os tecidos, favorecendo, assim, a oxigenação, regeneração e, consequentemente, e melhora do metabolismo corporal (Recio del Pino et al., 1999). O Ozônio medicinal possui propriedades bactericida, fungicida e vermicida, melhora as propriedades hemorreológicas e a circulação através dos capilares e ativa o sistema enzimático (Veranes et al., 1999; Giunta et al., 2001; Pérez et al., 2003). Além disso, também reduz a agregação plaquetária, sobretudo atua como antiálgico, anti- inflamatório e estimulante do sistema reticuloendotelial (Hernández e González, 2001).

Suas principais efeitos consistem em: estimulação da capacidade antioxidante por aumento das enzimas antioxidante e remoção dos radicais livres, melhora da flexibilidade das hemácias e entrega do oxigênio através do significativo aumento no intercambio de íons sódio e potássio os quais são responsáveis diretamente por manter o potencial elétrico de membrana dos eritrócitos, a estimulação do sistema imunológico através da ativação de células imonocompetentes com indução de citocinas como interferons, interleucinas e fatores de crecimento. Ação imunológica do ozônio é sobre os monócitos e linfócitos T os quais uma vez induzidos, liberam citocinas (IFN-gama) que atuam no controle de viroses crônicas, (Bocci et al 2000). Em 2002 em um artigo na Science, pesquisadores demostraram que os neutrófilos fabricam ozônio durante o processo de defesa do organismo, fato esse comprovamos no ano seguinte por Babior e colaboradores, desse modo, além de ser um contribuídor para o sistema imune não é possível ser alérgico pois uma biomolécula é produzido naturalmente pelo organismo. Outro efeito da aplicação é a regulação do metabolismo, observações clínicas realizadas demostraram que a ozonioterapia é capaz de modular indicadores patológicos a valores normais (Martinèz G 2005, Hernadez F, 2005).

Quais as indicações e contraindicações da ozonioterapia?

A Ozonioterapia tem se mostrado eficaz em diversas áreas tanto para ajudar a curar uma patologia quanto para manter a homeostase corporal. Suas indicações são: afecções ortopédicas em gerais (tendinites, bursites, artroses, lesões musculares, entorses dentre outras) , afecções de pele principalmente feridas, afecções circulatórias, gastrointestinais além de atuar no campo da estética e sobretudo para aumentar performance em atletas recreacional e de alta performance.

Porém existem algumas contra indicações e efeitos adversos que devemos sempre nos precaver antes de ministrarmos ozônio. A contraindicação absoluta da técnica é a detecção da deficiência da enzima Glicose-6-Fosfato Desidrogenase (G6PD), uma vez que existe o risco de hemólise (destruição das hemácias), por esse motivo é recomendado que se dose o nível da enzima antes que qualquer aplicação de ozônio. Em casos de hipertireoidismo descompensado, Diabetes Mellitus descompensado, hipertensão artéria severa, Anemia grave é necessário que o paciente esteja estável para que o profissional aplique a técnica. Existem ainda contraindicações relativas como: intoxicação aguda por álcool, hemorragia recente de órgãos, gravidez recente (até 3 meses) ou mesmo suspeita, caquexia, histórico de convulsão e condições que apresentam alto estresse oxidativo.

Os efeitos colaterais da Ozonioterapia são mínimos: dor pela picada da agulha, sensação de queimação transitória ( fato que ocorre quando a inflamação esta muito aguda ou quando o aplicador faz uma pressão maior na hora da ingestão do gás), flatulência em caso de insuflação retal, hipotensão ortostática e hipoglicemia transitória motivo pelo qual recomenda-se que o paciente não esteja em jejum.

Quer saber mais sobre ozonioterapia?

Confira esse vídeo indicado pelo Dr. Roberto Franco do Amaral, nele a Dra Maria Emília Gadelha explica vários pontos sobre a terapia com ozônio.

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