A Saúde da Mulher é uma das maiores prioridades da Clínica Franco do Amaral, confira as nossas dicas sobre saúde, testosterona e libido.

Entrevista com o Dr. Roberto Franco do Amaral sobre Libido na mulher para o programa Tarde Vip.

Sobre a testosterona

A testosterona é um hormônio esteroide (formado a partir do colesterol) essencialmente masculino, mas importantíssimo na mulher também, apesar delas produzirem 20 a 30 vezes menos do que os homens.

A deficiência de testosterona pode ter consequências sérias, tanto físicas como mentais, prejudicando a saúde da mulher. Os sinais e sintomas variam, dependendo da etapa da vida na qual a deficiência de testosterona ocorra.

Na mulher, os hormônios androgênicos ( masculinos) DHEA e testosterona decrescem lenta e progressivamente a partir da quarta década e por toda a vida. O declínio dos androgênios pode gerar um estado de deficiência que se manifesta insidiosamente por diminuição da função sexual, bem estar e energia, alterações na composição corporal com perda de massa muscular, ganho de gordura e e perda de massa óssea.

Se os níveis séricos de testosterona se encontram reduzidos como ocorre em usuárias de anticoncepcionais hormonais, em mulheres na menopausa ou proxima ou menopausa precoce, é provável que estes sinais e sintomas sejam aliviados pela administração criteriosa de testosterona, cuja prática tem se difundido.

Nas doses atualmente preconizadas, parece que os benefícios sobre massa óssea, sexualidade e qualidade de vida são alcançados sem importantes efeitos colaterais de virilização.

Após a menopausa a produção total de testosterona cai drasticamente, mas continua sendo produzida em menor quantidade pelas adrenais ( glândulas supra renais) .

De fato, cerca de 30% das mulheres apresenta desinteresse sexual após a menopausa e, embora para isso possam contribuir fatores culturais, psicológicos, afetivos e orgânicos, muitas pesquisas destacam a importância dos androgênios para a sexualidade feminina.

Os Androgênios

Os androgênios parecem ter também, influência significativa no comportamento, sensação de bem-estar e humor de mulheres após a menopausa, com decréscimos nas queixas de depressão e somatizações, conforme sugerido por pesquisas.

Antes da menopausa a testosterona nas mulheres é produzida pelos:

  • Ovários (25%) que são estimulados pelo LH (hormônio da hipófise),
  • Adrenais (25%)
  • Conversão periférica a partir da androstenediona e da DHEA (50%)

Níveis de androgênios e comportamento sexual nas mulheres

Com o avanço da idade, há um aumento nas queixas de falta de uma libido em mulheres e disfunção erétil em homens. A eficácia dos inibidores da fosfodiesterase tipo 5 ( Viagra por exemplo) , juntamente com seus efeitos colaterais mínimos e facilidade de administração, revolucionaram o tratamento da disfunção erétil, mas para as mulheres ainda não foi criado um tratamento semelhante. Para as mulheres, a administração de testosterona é o principal tratamento para o transtorno de desejo sexual hipoativo.

Um estudo realizado nos Estados Unidos mostrou que 26,7% de todas as mulheres em idade reprodutiva e 54,2% de todas as mulheres pós-menopáusicas reclamam diminuição da libido. Em um estudo que investigou a vida sexual da população brasileira, 5,8% das mulheres na faixa etária de 18-25 anos relataram inibição do desejo sexual, assim como 8,6% da faixa etária entre 41 e 50 anos, 15,25% das mulheres na faixa etária de 51-60 anos e 19,9% daquelas com mais de 60 anos.

Com base na análise de 20 ensaios randomizados e controlados por placebo, pesquisadores das USP, em uma revisão dos estudos publicados de 1988 a 2012, publicada no periódico Clinics (São Paulo), concluíram que o hormônio masculino tem um efeito positivo na resposta sexual feminina, tendo sido relatado o aumento do prazer da masturbação, do desejo sexual, da frequência de atividade sexual, da satisfação sexual e do orgasmo.

Verificou-se que a testosterona produz efeitos benéficos sobre a libido independentemente da via de administração (administração oral, administração transdérmica ou implantes). No entanto, em estudos que compararam duas doses diferentes de testosterona transdérmica (ou seja, 150 μg e 300 μg) em termos de eficácia, a testosterona mostrou ter um efeito benéfico na resposta sexual somente quando foi utilizada uma dose de 300 μg.

Embora as evidências mostrem que a administração de andrógenos afeta positivamente a resposta sexual feminina, o impacto que a administração a longo prazo de andrógenos tem sobre a saúde física das mulheres ainda não foi esclarecido.

Causas de diminuição da Testosterona em mulheres:

  • Menopausa
  • Insuficiência adrenal
  • Uso (atual ou prévio) de anticoncepcionais hormonais
  • Retirada dos ovários – ooforectomia (cirúrgica, química, pós-radioterapia)
  • Insuficiência parcial dos ovários em produzir testosterona
  • Medicamentos como anti-depressivos, estatinas para abaixar o colesterol, estrogênios, anti-androgênios e glicocorticoides
  • Estresse excessivo
  • Falência ovariana prematura – MENOPAUSA PRECOCE
  • Anorexia nervosa
  • Artrite reumatoide
  • Lupus eritematoso sistêmico
  • Síndrome de imunodeficiência adquirida ( AIDS)
  • Xenoestrógenos ambientais como o bisfenol
Como podem notar não é apenas a mulher no pós-menopausa que tem que ter seus níveis hormonais dosados. A queda deste hormônio pode ocorrer nas mais diversas idades.

Em 2001, o consenso de Princeton, com base em ampla revisão da literatura, considerou que sintomas de desinteresse sexual, diminuição da libido, reduções no bem-estar, alterações de humor, falta de motivação e fadiga persistentes, não justificáveis por doenças psiquiátricas ou orgânicas e na presença de um status estrogênico normal, despertam a suspeita da síndrome de deficiência relativa de androgênios na mulher.

Saiba tudo sobre a SHBG:

    • SHBG é a sigla GLOBULINA Transportadora de hormônio sexual.
    • O que significa SHBG elevado? que o seu fígado está produzindo em demasia esta GLOBULINA o que diminui de forma expressiva a testosterona livre e não tanto o estradiol.
    • Quando isso ocorre? Na grande maioria das vezes com o uso de anticoncepcionais hormonais usado pela boca (via oral).
    • Como diminuir a SHBG: a opção mais óbvia é suspender ou trocar o anticoncepcional por algum não eleve a SHBG, diu por exemplo. Outras opções : uso de testosterona ou oxandrolona indicado por profissional médico caso haja indicação.
    • SHBG elevada faz cair cabelo? Em geral as pílulas são usadas para elevar a shbg e assim diminuir a testosterona livre o que pode ajudar a conter a queda de cabelo e a acne. Porém, a deficiência hormonal causada pelas pílulas ao longos dos anos pode causar, também, perda de cabelo. Na minha experiência, nem toda queda de cabelo está ligada a testosterona elevada. E nem sempre bloque – lá resolve- se o problema
    • Insulina elevada ( resistência a insulina) diminui a shbg e aumenta a testosterona livre: isto ocorre na síndrome dos ovários policísticos ( sop), na obesidade e na resistência a insulina e no diabetes tipo 2 com resistência a insulina.

A problemática dos anticoncepcionais hormonais:

SHBG ELEVADO INDICA GRAVIDEZ? NÃO A GRAVIDEZ TENDE A DIMINUIR A SHBG

Em mulheres jovens, usuárias de anticoncepcionais hormonais, encontram-se níveis baixíssimos deste hormônio o que pode acarretar diminuição importante da libido.

Além disso, o anticoncepcional hormonal oral diminui a quantidade de testosterona livre já que estimula a produção pelo fígado da Globulina Ligadora de Hormônio Sexual (SHBG). Esta proteína se liga de forma muito intensa à testosterona diminuindo sua forma ativa, a forma livre.

Esta situação ocorre tanto nas usuárias de pílula como na mulheres que fazem reposição hormonal na menopausa com hormônios tomados pela boca (via oral).

Os níveis de SHBG em usuárias de pílulas costumam ser tão altos que o laboratório precisa fazer duas vezes o mesmo exame para chegar a um resultado.

Caso use pílula, peça este exame ao seu médico e notará um nível bem acima do valor de referência com a seguinte mensagem no laudo do laboratório: “exame repetido e confirmado com diluição da amostra”.

Outras formas de anticoncepcionais hormonais, que não sejam orais, não elevam a SHBG da mesmo forma mas também podem causar um estado de deficîencia hormonal em mulheres acarretando problemas sexuais e de composição corporal.

Anticoncepcionais e massa muscular:

Na minha prática diária vejo que algumas usuárias com mais de 10 anos de anticoncepcionais hormonais apresentam deficiência leve a importante de massa muscular com excesso de gordura caracterizando -as como “falsa magras ” e acarretando baixa auto estima, descontentamento com a imagem, desinteresse sexual, ausência de orgasmos e depressão.

Para piorar, essas mulheres muitas vezes fazem uso de anorexígenos e antidepressivos para comer menos, o que não favorecerá em nada o ganho de massa muscular e insatisfação com a imagem.

Sintomas/Sinais de Testosterona baixa:

  • Diminuição ou perda do deseja sexual
  • Dificuldade para atingir o orgasmo
  • Diminuição da auto-estima e da autoconfiança
  • Aumento de gordura corpórea
  • Diminuição de massa muscular esquelética
  • Diminuição de massa óssea
  • Menor tônus muscular
  • Fraqueza
  • Diminuição da vaidade

Alterações laboratoriais sugestivas:

  • Aumento importante da Globulina Ligadora de Hormônio Sexual (SHBG) – em usuárias de anticoncepcionais hormonais
  • Testosterona livre próxima do limite do inferior da normalidade ou abaixo
  • Elevação de FSH/LH em mulheres na menopausa
  • Supressão de FSH/LH em usuárias de anticoncepcionais hormonais
  • Diminuição de SDHEA/ DHEA

Observação; o exame laboratorial DHEA é obsoleto, o exame correto para avaliação deste hormônio se chama Sulfato de DHEA ou SDHEA

Como diagnosticar?

Queixas clinicas, aspectos físicos associadas a alterações laboratoriais.

Como tratar?

  • Reposição hormonal com testosterona e outros hormônios caso necessário com supervisão médica
  • Suspensão do anticoncepcional hormonal tomado pela via oral, se for esse o motivo;
  • Melhoria do estilo de vida;
  • Emagrecimento;
  • Fortalecimento muscular;
  • Prática de exercícios de alta intensidade.

Mulheres devem apenas receber testosterona quando ainda menstruam ou quando fazem reposição de hormônios ovarianos na menopausa como estradiol e progesterona.

Quais os efeitos colaterais?

Quando temos níveis supra-fisiológicos de testosterona, podemos perceber o aparecimento gradual de acne, aumento de pelos, alterações menstruais e queda de cabelo que podem ser revertidas com suspensão ou ajuste da dose.

Efeitos colaterais como aumento do “gogó”, aumento do clitóris, masculinização da face, crescimento excessivo de pelos, aumento demasiado de massa muscular são vistos em mulheres que fazem uso indiscriminado de derivados deste hormônio, de forma não criteriosa, apenas para fins estéticos e na maioria das vezes sem acompanhamento profissional adequado.

Quais as contra-indicações?

  • Câncer de mama ou endométrio em atividade ou tratado a menos de cinco anos. Obs. Alguns estudos mostram que na verdade a testosterona pode proteger do câncer estrogênio dependente
  • Sangramento uterino de causa indeterminada
  • Síndrome dos Ovários Policísticos
  • Tromboses
  • Neoplasias androgênio-dependentes,
  • Acne e/ou hirsutismo graves
  • Alopécia androgênica
  • Situações em que não se deseje o aumento da libido

Outros hormônios envolvidos na libido da mulher :

Estudos recentes de Mestor e Frohlich (2000), corroborados por Argiolas e Melis (2003), indicam que fatores endócrinos, incluindo os andrógenos, estrógenos, progesterona, prolactina, ocitocina, cortisol e feromônios; neurotransmissores, incluindo óxido nítrico, serotonina, dopamina, epinefrina, norepinefrina,opioides, acetilcolina, histamina e ácido gama-aminobutírico(GABA); bem como influências do SNC compõem a intrincada neurofisiologia da sexualidade.

  • DHEA – pré-hormônio da testosterona – regula humor e energia também.
  • Hormônios tireoideanos – comandam todo o metabolismo e são importantíssimos na regulação da libido.
  • Hormônio do crescimento e somatomedina C – atuam em conjunto com a testosterona mantendo elevada a testosterona livre
  • Ocitocina – hormônio do prazer e do orgasmo.
  • Progesterona – hormônio “feel good” (bem-estar) – notem que a progesterona é diferente de qualquer progestógeno contido nos anticoncepcionais. Tem papel importantíssimo no bem-estar.
  • Estradiol – o déficit leva à falta de libido como ocorre na menopausa – o excesso pode suprimir a progesterona, aumentando a chance de TPM.
  • Estriol – importante na lubrificação vaginal.
  • Prolactina – o excesso, como na amamentação, bloqueia a ação da testosterona e do estradiol/progesterona.
  • Melanotrofina – hormônio que dá cor à pele e também está envolvido na libido.
  • Dihidrotestosterona – metabólito da testosterona e 4 vezes mais potente que ela.
  • Cortisol – gera energia ao longo do dia, ou seja, é importantíssimo ter níveis ideais, nem alto e nem baixo, para se sentir com disposição e energia para o ato do sexual.
  • Insulina – níveis altos deste hormônio podem aumentar a quantidade de testosterona livre na mulher, portanto, mulheres obesas podem ter libido aumentada por ter mais testosterona livre.

Neurotransmissores envolvidos na libido

O estágio da libido é extremamente relacionado ao desejo por sexo e é considerado um fenômeno mediado pelo neurotransmissor dopamina.Vários estudos têm demonstrado esta íntima relação da dopamina com o desejo sexual. Níveis baixos de dopamina tipicamente resultam em diminuição de libido. Alguns medicamentos que bloqueiam a dopamina acabam também reduzindo a libido e a recíproca é verdadeira, medicamentos que aumentam a dopamina podem aumentar o desejo

A acetilcolina liberada no cérebro é quem nos faz fixar a atenção, manter-nos em estado de alerta, é umas responsáveis pela memória e criatividade. Também é liberada em terminações nervosas periféricas, levando à ereção e à produção de suor durante o ato sexual. A excitabilidade é determinada também pela acetilcolina apesar de não ser um neurotransmissor tão potente quanto a dopamina em termo de regular o desejo sexual, a depleção de acetilcolina afeta diretamente a libido. Baixos níveis deste neurotransmissor podem afetar o volume de sêmen.

Orgasmo é dependente de adrenalina e noradrenalina, do neurotransmissor GABA e do bloqueio da serotonina. O GABA é sintetizado a partir de glutamina e inositol. O GABA ajuda controlar os neurotransmissores estimulantes que podem causar ansiedade, inquietação e diminuir o desejo. Precisamos de GABA para praticar o famoso “relaxa e goza”, sem GABA ficamos raivosos. Este neurotransmissor também ajuda a produzir dopamina e como já sabem esta é de fundamental importância

Medicamentos que podem influenciar na libido

Em seu Estudo Sexual da Vida do Brasileiro, Carmita Abdo, criadora do Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, revela a realidade da vida sexual feminina no país: “Uma em cada duas mulheres brasileiras sente que seu desejo sexual não é tão intenso quanto ela gostaria, não fica tão excitada quanto esperava ou enfrenta dificuldades para chegar ao orgasmo”. E ela está de acordo com o que se observa na maior parte do mundo. “Temos os mesmos índices de dificuldades sexuais de outros povos”, afirma Carmita, internacionalmente reconhecida como uma autoridade em sexualidade humana.

A falta de desejo sexual ou mesmo a anosgarmia em mulheres é uma questão muito complexa, porque as causas e origens são frequentemente múltiplas e envolvem causas fisiológicas e psicológicas. Dentre as causas fisiológicas podemos citar disfunção hormonal, depressão, uso de medicamentos psicotrópicos, drogas ilícitas como a cocaína ou medicamentos para emagrecer. Alguns medicamentos contra o glaucoma também podem levar a problemas de libido. Dentre as causas psicológicas além do estresse, a depressão também é uma das razões que leva as mulheres a perderem a disposição, inclusive para o sexo. O desgaste físico e psicológico proporcionado pela depressão influencia negativamente o comportamento da mulher, assim como os antidepressivos e alguns tipos de anticoncepcionais. Medicamentos anoréxicos (para redução do apetite) atuam sobre o sistema nervoso central afetando o equilíbrio emocional do paciente, o que pode interferir nas respostas aos estímulos sexuais.

Mas a lista de medicamentos que podem prejudicar sua libido, vai muito além dos antidepressivos e afins. Até mesmo um simples antigripal pode influenciar na libido. Confira alguns medicamentos que podem interferir na sua vida sexual, reduzindo sua libido ou mesmo impedindo seu orgasmo.

Ansiolíticos

Uso: Os tranquilizantes ou ansiolíticos como o clonazepam, são usados para diminuir a ansiedade e a tensão.

Efeitos colaterais: como agem diretamente no sistema nervoso central, estes medicamentos têm o efeito de “desacelerar seus neurônios” e dessa forma, reduzem também a libido.

Antidepressivos

Uso: Inibem a recaptação da serotonina sendo prescritos nos casos de depressão, transtorno obsessivo-compulsivo e bulimia.

Efeitos colaterais: É a principal classe de medicamentos que pode causar problemas com o desejo sexual em mulheres. Em especial, os inibidores seletivos da recaptação da serotonina. Pela alteração nos níveis dos neurotransmissores, esses medicamentos afetam o desejo e a resposta sexual da paciente, reduzindo drasticamente sua libido.

Anti-hipertensivos

Uso: atuam no aparelho cardiovascular, com o intuito de controlar a pressão arterial elevada. Entre eles estão o nadolol, metazolona, atenolol e captopril.

Efeitos colaterais: Certos diuréticos e os beta-bloqueadores podem causar uma falta de desejo sexual em mulheres. É importante lembrar que, em nenhuma hipótese, a paciente deve interromper, por conta própria, o uso de sua medicação. Tal procedimento pode trazer consequências graves.

Estatinas

Uso: As estatinas são os medicamentos para redução de colesterol mais utilizados em todo o mundo. Estes medicamentos atuam inibindo a enzima HMG-CoA redutase, fundamental para a síntese do colesterol dentro das células. Esta inibição induz o fígado a remover as partículas de colesterol da circulação sanguínea. Deste modo, as concentrações plasmáticas de colesterol (colesterolemia) diminuem.

Efeitos colaterais: O córtex adrenal produz os hormônios sexuais, inclusive a testosterona, os estrógenos e a progesterona, a partir do colesterol. Assim, frente a redução do colesterol – devido ao uso de estatinas – podemos esperar que ocorra uma disfunção na produção dos hormônios sexuais o que pode levar a uma redução da libido, infertilidade e outros problemas do aparelho reprodutor.

Anticoncepcionais

Mais de 40% das mulheres que tomam esporadicamente pílulas anticoncepcionais experimentam perda de libido. A pílula reduz a testosterona, que regula o desejo sexual. Visite seu médico se o uso da pílula for o problema. Ele pode prescrever um tipo diferente de anticoncepcional, que geralmente resolve o problema.

Álcool

O consumo de bebidas alcoólicas em nosso meio fez com que o álcool se tornasse a substância mais estudada quanto a sua ação no desempenho sexual. Seu consumo sempre esteve associado à facilitação do comportamento e do desejo sexual. Muitas mulheres afirmam que o álcool aumenta seu prazer sexual. Por outro lado, estudos com marcadores fisiológicos indicam o oposto, isto é, quanto maior a quantidade de álcool, menor o prazer sexual e a capacidade de atingir o orgasmo. O álcool é considerado prejudicial ao desempenho sexual, uma vez que sua ação depressora do sistema nervoso central contribui, direta ou indiretamente, para a disfunção da ereção (clitoriana), redução da secreção vaginal, do desempenho sexual e outras disfunções sexuais.

Xenoestrógenos

A palavra “xenoestrógeno” se refere a uma série de substâncias químicas tóxicas produzidas pelo homem, que confundem os receptores celulares dos estrogênios no organismo, interferindo nas mensagens bioquímicas naturais. Podem ser compostos similares ao estrógeno ou terem a habilidade de mimetizar ou bloquear a atividade dos hormônios naturais. Xenoestrógenos como o bisfenol estão presentes em alguns tipos de plásticos e quando submetidos a temperaturas extremas são liberados e podem bloquear os receptores para a testosterona.

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